Eugenia e simetria de relações ou da impossibilidade da necessária independência moral a partir da permissibilidade da eugenia

Silvio Kavetski, Marciano Adilio Spica

Resumo


O objetivo deste texto é apresentar aquilo que, para Habermas, é uma das implicações da permissibilidade da eugenia, a saber, a quebra na simetria de relações. Para fazermos isso, num primeiro momento, apresentaremos como o ato da eugenia é uma decisão unilateral que não leva em conta nem mesmo hipoteticamente os futuros interesses do feto, ainda que este já participe de forma indireta do discurso moral. Num segundo momento, mostraremos a importância da simetria nas relações humanas, principalmente no que tange à escolha das regras morais da comunidade de falantes. Num terceiro momento, de posse da importância da simetria para as relações morais em comunidades de fala, mostraremos como a simetria é quebrada em se tratando de eugenia, condenando o ser manipulado a uma dependência irreversível no âmbito do discurso e tornando para sempre assimétrica a relação entre aquele que produz e aquilo que é produzido.

Palavras-chave


Habermas, Eugenia, ética, discurso, simetria.

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