O paradoxo do Absoluto budista: negação e afirmação da eternidade das essências.

Humberto Schubert Coelho

Resumo


A tradição budista é vulgarmente conhecida pela sua postura radical diante da metafísica, particularmente no que concerne a parâmetros e “essências” permanentes. Os conceitos elementares de não-alma (anatman) e vacuidade (shunyata), são sinais evidentes de confrontação com a metafísica hinduísta, mas, a par de um expediente ou método desconstrutivo em relação à crença nas essências permanentes, o budismo também reconhece de forma sistemática um aspecto fundamental da realidade, em tudo equivalente à uma instância metafísica primordial. A história e o modus operandi desta dialética é complexa, mas bem explorada. Contudo, uma apresentação didática do budismo ao público ocidental acabou por estabelecer uma visão redutiva dos elementos positivos da metafísica budista, acarretando em sua má compreensão e nas dificuldades de diálogo religioso, uma vez que o estereótipo dominante conserva apenas o caráter cético e quase antirreligioso do budismo.

Palavras-chave


Absoluto, upaya, shunyata, natureza búdica, dialética.

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